sexta-feira, 19 de maio de 2017

Alunos de Brazlândia recebem palestras sobre abuso sexual infantil

O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi lembrado pela Promotoria de Justiça de Brazlândia com palestras em duas escolas da cidade, nesta quinta-feira, 18 de maio

Cerca de 270 alunos de 9 a 13 anos participaram das atividades, que tiveram o objetivo de apresentar a atuação do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) na proteção de crianças e adolescentes nos crimes de abuso sexual.

A promotora de Justiça Thaíse Dezen falou para estudantes da Escola Classe 01 de Brazlândia sobre o caso da menina Araceli Sanches, que deu origem à data de conscientização. Ela mostrou também que a incidência de casos de abuso sexual ocorridos no meio familiar é muito alta, por isso a importância de as crianças identificarem o tipo de carinho e cuidados permitidos. Além disso, abordou os riscos aos quais elas estão submetidas quando não há cuidados e vigilância.

A palestrante ressaltou que crianças e adolescentes possuem uma rede de proteção que pode ser acionada se estiverem passando por situações de abuso sexual. E orientou que é muito importante relatar os fatos aos pais, professores, Polícias Civil e Militar, Conselho Tutelar ou Ministério Público, para que o crime seja apurado. “A presença do MP nas escolas é fundamental, não apenas para a divulgação institucional, mas para prestar informações importantes aos estudantes, que estão em fase crucial de formação e são muito receptivos. Além de combater o crime, é função do Ministério Público preveni-lo”, avaliou.


O Centro Educacional Incra 08 também recebeu a palestra. A psicóloga Simone Albuquerque, servidora do MPDFT, falou sobre como identificar os tipos de abuso sexual e os possíveis modos de abordagem. Ela explicou que existe uma rede de apoio para proteger os direitos das crianças e adolescentes e como eles podem procurar ajuda. “A ideia é lembrar que a responsabilidade de cuidar e proteger é de todos e, especialmente, levar às vítimas a esperança de que existem alternativas de ajuda e possibilidade de dias melhores”, comentou.

A aluna Geovana Castro tem 9 anos e estuda na Escola Clase 01. Ela aprovou a iniciativa: “É muito bom ouvir alguém falar que não precisamos guardar segredo e que devemos aprender a denunciar”. Para a orientadora educacional da escola, Michelle de Jesus, o trabalho é necessário para que as crianças sejam alertadas. “Após esses momentos de conscientização, recebemos relatos de alunos que estão em processo de sofrimento por ocorrência de abuso”, contou.

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